sexta-feira, 9 de maio de 2014

Câncer de Próstata

Próstata é um órgão reprodutor masculino, responsável pela produção de um líquido espesso que nutre e armazena os espermatozóides e é liberado no ato sexual, denominado líquido prostático. Esse órgão se localiza a frente do reto e logo abaixo da bexiga, de forma que ela envolve a porção inicial da uretra, que é o tubo pelo qual a urina passa logo que sai da bexiga.
 É o segundo tumor mais frequente entre os homens, perdendo apenas para o câncer de pele. Os fatores de risco incluem a idade avançada (grande ocorrência em homens acima de 50 anos), o  sedentarismo, uma dieta rica em gorduras e pobre em verduras e legumes, fatores hormonais e ambientais, assim como a pré-disposição genética.

Sintomas

A grande maioria dos cânceres de próstata crescem de forma lenta e silenciosa, sem provocar muitos sintomas (levam cerca de 15 anos para crescerem cerca de 1cm³). Um dos poucos sintomas que podem ser percebidos é a dificuldade de urinar e a sensação de que a bexiga não foi totalmente esvaziada, acompanhado de sangue na urina.
Em casos considerados extremamente graves, quando o câncer cresce de forma rápida e se espalha para outros órgãos, pode haver dores ósseas nas na região das costas.

Diagnóstico

O câncer de próstata pode ser diagnosticado através exame físico, que é o exame de toque retal, e através de exames laboratoriais, que incluem a determinação dos níveis de PSA (antígeno específico prostático). Caso seja detectado níveis elevados de PSA (maiores que 2,5 ng/mL) faz-se uma biópsia para detectar se há tumor e se ele é maligno. Se sim, outros exames serão realizados para determinar o tamanho do tumor e, principalmente, se há metástases.

Tratamento

O tratamento depende do tamanho e da classificação do tumor e pode incluir processos como a prostatectomia radical (remoção cirúrgica), farmacoterapia, radioterapia e hormonoterapia.
As recomendações são o monitoramento de dois em dois anos, para os homens acima de 65 anos sem histórico da doença na família. Já para aqueles com pré-disposição genética, aconselha-se o acompanhamento desde os 45 anos de idade, anualmente.

Barbara Miglioli - Coordenadoria do Científico


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