terça-feira, 26 de novembro de 2013

Bronquite e asma


     Todo mundo tem um familiar com asma ou bronquite, mas afinal o que são essas doenças?  Qual a diferença entre as duas e quais problemas elas podem acarretar?

     Bronquite é o termo utilizado para designar qualquer inflamação dos brônquios, podendo ser causada por vírus e bactérias (bronquite aguda) que pode durar dias até semanas. A bronquite crônica pode durar anos, não necessariamente está relacionada com infecções virais ou bacterianas, comumente está associada à síndrome chamada DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). 

     A asma também conhecida como bronquite alérgica, é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que atingem adultos e crianças. Seu nome vem do grego, que significa sufocante. A doença afeta aproximadamente 5% dos  
adultos nos Estados Unidos e 15 milhões de pessoas no Brasil é a terceira causa de internamentos dentro do Sistema Único de Saúde.
    

Causas

 

      A asma é causada por inflamação nas vias respiratórias. Quando ocorre um ataque de asma, os músculos ao redor das vias respiratórias ficam apertados e a parte interna das passagens de ar incha. Isso reduz a quantidade de ar que pode passar pela árvore brônquica.     



Em pessoas sensíveis, os sintomas da asma podem ser desencadeados pela inalação de substâncias que causam alergia (chamadas alérgenos ou desencadeadores).

Animais (pelo ou caspa de animais domésticos)
Mofo
Poeira
Pólen
Mudanças climáticas (com mais freqüência em clima frio)
Infecções respiratórias como o resfriado comum
Produtos químicos no ar ou nos alimentos
Emoções fortes (estresse)
Exercícios intensos
Fumo


Classificação da asma

 

                De acordo com estudos, a asma pode ser classificada em asma intermitente, asma persistente leve, asma persistente moderada, asma persistente grave:




Sintomas

 

Os sintomas da asma podem variar de pessoa a pessoa e também em cada fase da vida. Caracteristicamente à doença, os sintomas aparecem de forma cíclica com períodos de piora. Dentre os principais sinais e sintomas estão: a tosse, que pode ou não estar acompanhada de alguma expectoração (catarro), dificuldade respiratória, com dor ou ardência no peito, além de um chiado(sibilância), cansaço físico,  sensação de aperto ou dor no peito, respiração mais rápida do que o normal.                                                                                                              
 Os sintomas podem aparecer a qualquer momento do dia, mas tendem a predominar pela manhã ou à noite. Uma das principais características da asma são sintomas recorrentes, ou seja, os sintomas não estão presentes o tempo todo. Os sintomas de asma aparecem em diferentes circunstâncias e intensidades e  estão relacionados com mudanças de temperatura, contatos com substâncias irritantes, alérgenos, poeira, ou são desencadeados por exercícios físicos ou estresse.
Uma crise de asma pode ser leve e passar espontaneamente ou pode piorar progressivamente. Nas primeiras crises os sintomas podem até passar despercebidos, pois muitas vezes a pessoa apresenta apenas a tosse seca e chiado no peito, o que pode ser confundido com gripes e resfriados.                                                                                                                      
  Em crises de asma mais fortes a tosse torna-se cada vez mais intensa, a sibilância mais constante e a pessoa sente muito cansaço o que acaba interferindo até em suas atividades diárias.


Medicamentos para asma

 


O tratamento farmacológico da asma pode ser dividido em duas partes:
Medicamentos de alívio: Usados no momento da crise, incluem beta-agonistas (broncodilatores), anticolinérgicos e corticóides. Geralmente são prescritos na forma de “bombinhas” ou inaladores. 
Ex. Sulfato de Salbutamol

 Medicamentos de manutenção: Usados para prevenir crises e controlar os sintomas de longo prazo. Geralmente incluem corticóides inalatórios, beta-agonistas de longa duração e modificadores de leucotrienos (espécie de antiinflamatórios).      
                                                                                        
 Vale lembrar que pelo Programa Farmácia Popular, a partir do ano passado, os medicamentos para asmas são distribuídos gratuitamente pelas farmácias credenciadas ao programa. 

 


Renan Willian Alves
Coordenadoria do Científico
Gestão 2013/2014




 

         

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

HIPERTENSÃO ARTERIAL

A hipertensão é uma doença comum, que atinge cerca de 15% a 20% da população brasileira. É responsável por 54% de todos os casos de acidente vascular cerebral (AVC) e 47% dos casos de infarto, fatais e não fatais, em todo o mundo. No Brasil, a hipertensão afeta mais de 30 milhões de brasileiros (36% dos homens adultos e 30% das mulheres) e é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares (DCV), com destaque para o AVC e o infarto do miocárdio, as duas maiores causas isoladas de mortes no país.

O QUE É A HIPERTENSÃO ARTERIAL?
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clinica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA). Associa-se freqüentemente a alterações funcionais e/ou estruturais dos orgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, com conseqüente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais.

Em um individuo em estado de hipertensão, suas artérias ficam “apertadas” e dificultam a passagem do sangue, razão pela qual o coração precisa exercer uma pressão maior para bombeá-lo.


A maioria das pessoas que tem hipertensão não apresenta sintomas. Porém, quando presente, podem manifestar-se como dor de cabeça, sangramento nasal, tonturas e zumbidos no ouvido.
Não há uma causa conhecida para a hipertensão; eventualmente, problemas endócrinos e renais, gravidez, uso freqüente de alguns medicamentos (anticoncepcionais, descongestionantes nasais, antidepressivos, corticóides e moderadores de apetite) de cocaína, bem como doenças neurológicas, podem ser causas de hipertensão arterial.
Alguns fatores como idade (idosos), etnia (maior prevalência em afro descendentes), obesidade, excessiva ingestão de sal, ingestão de álcool, genética, sedentarismo e outros fatores de risco cardiovascular, são classificados como fatores de risco para o desenvolvimento de hipertensão arterial.


O diagnóstico é baseado na medida da pressão arterial com um aparelho próprio, usado em hospitais, ambulatórios e consultórios. Embora simples, a medida isolada da pressão sofre influência de vários fatores. Por conta disso, hoje a medicina utiliza outros recursos adicionais para diagnosticar a hipertensão.
Um deles é o teste ergométrico, que mede a pressão do indivíduo durante o esforço físico e pode evidenciar se ele possui risco de desenvolver hipertensão. Outro é a monitoração ambulatorial da pressão arterial (MAPA), que registra a pressão do paciente 24 horas, ao longo de suas atividades diárias e do sono, fornecendo dados relevantes para o médico. Mas nenhum desses recursos substitui a avaliação clínica do paciente e a medida da pressão arterial em consultório.
O controle da hipertensão é de extrema importância, visto que a expectativa de vida de uma pessoa com hipertensão é 40% menor que a de um indivíduo sadio. Isso devesse ao fato que ao esforçar-se para bombear o sangue, o coração do hipertenso fica vulnerável à insuficiência cardíaca. Além disso, devido ao aumento da pressão, vai desgastando os vasos, que podem romper-se e causar derrame cerebral. Esse desgaste ainda facilita o acúmulo de placas de gordura nas artérias (Aterosclerose), predispondo o indivíduo ao infarto e comprometimento do sistema de filtração dos rins.
Na maioria dos casos, o controle deve ser feito através de dieta alimentar (pouco sal e gordura) e mudança de hábitos de vida (deixar de fumar, ingerir menos álcool, fazer exercícios e emagrecer). Em alguns casos existe a necessidade do uso de medicamentos (diuréticos, Captopril - inibidores de ECA, Prazozin - antagonistas alfa1, Clonidine - agonista alfa2, Bepridil - bloqueadores de canal de cálcio, Atenolol – bloqueador beta), mas só o médico pode estabelecer o tipo de hipertensão, avaliar o estado dos órgãos alvo da doença e prescrever o tratamento indicado.


Para ser rotulado como hipertenso, o paciente deve apresentar níveis de pressão acima dos limites da normalidade, obtidos em medias consecutivas, em duas ou mais visitas ao médico.
Levar uma vida saudável, manter o peso ideal, não ingerir bebidas alcoólicas, fazer exercícios, não fumar e adotar uma dieta balanceada, com consumo moderado de sal são atitudes preventivas. Também é recomendável que toda pessoa com mais de 40 anos faça medidas periódicas de pressão – sobretudo quem tem histórico de pressão alta na família – sempre sob orientação médica.

Acesse o link e entenda melhor: 

Renato Petitto Netto
Coordenadoria do Científico
Gestão 2013/2014




terça-feira, 22 de outubro de 2013

ISOLAMENTO SOCIAL AUMENTA RISCO DE MORTE ENTRE IDOSOS

O isolamento social tem um impacto maior sobre a expectativa de vida dos idosos que a solidão, aponta um novo estudo feito pelo University College de Londres. Isso significa que se afastar fisicamente dos outros é pior para a saúde do que, de fato, se sentir sozinho.
Na definição dos pesquisadores, a solidão personifica o isolamento, ao refletir a insatisfação de uma pessoa com a frequência e a proximidade de seus contatos sociais em relação às relações que ela realmente gostaria de ter.
Os resultados do trabalho, liderado por Andrew Steptoe, do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública do University College, foram publicados na edição de segunda-feira (25) da revista científica americana "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).
Os autores avaliaram 6.500 homens e mulheres com 52 anos ou mais que participaram do Estudo Longitudinal de Envelhecimento Inglês (Elsa), entre 2004 e 2005, e acompanharam o risco de morte deles até março de 2012. Nessa data, haviam morrido 918 (14,1%) voluntários, com prevalência do sexo masculino.
Os participantes que mantinham contato limitado com a família, amigos e organizações comunitárias foram classificados como socialmente isolados, e foi usado um questionário para medir o nível de afastamento de cada um.
De acordo com os pesquisadores, tanto a solidão quanto o isolamento social podem favorecer uma morte precoce, mas no segundo caso nem precisaram ser considerados critérios como a saúde física e mental da pessoa e dados demográficos (expectativa de vida, educação, religião, etnia, etc) da população. Isso significa que se isolar do restante do mundo pode fazer mal à saúde independentemente do sentimento interno de solidão.
Além de aumentar o risco de morte, o isolamento social pode contribuir para o desenvolvimento de doenças infecciosas e cardiovasculares, o aumento da pressão arterial e do hormônio do estresse (cortisol), e a deterioração do funcionamento cerebral. Segundo o estudo, a solidão também interfere na pressão, nos níveis de cortisol e outros hormônios, e nos processos inflamatórios do organismo.
Não foram encontradas diferenças de sexo para o isolamento social, mas esse comportamento foi visto com maior incidência em pessoas mais velhas, casadas, pobres e com menor grau de instrução. Além disso, o problema foi mais frequente em indivíduos com alguma limitação de longo prazo, como depressão, artrite, falta de mobilidade e doença pulmonar crônica.
Já a solidão foi mais comum em mulheres, principalmente casadas, e estava associada a uma idade avançada, baixa escolaridade e menor riqueza. Essas pessoas também tinham mais depressão, doença arterial coronariana ou acidente vascular cerebral (AVC) que a média.

Na conclusão dos autores, tanto para casos de solidão quanto de isolamento social, são indicadas atividades que incentivem a interação entre os indivíduos, na tentativa de promover uma maior longevidade aos idosos.




CUIDADOS COM A SOLIDÃO NA VELHICE:



Dayane Castro
Coordenadoria do Científico
Gestão 2013/2014



sábado, 12 de outubro de 2013

DIABETES

Algumas pessoas desenvolvem diabetes após alguma patologia pancreática, outras desenvolvem diabetes aonde sua causa é idiopática (desconhecida), sendo estas a maioria dos casos relatados. O diabetes é uma doença crônica, ainda não possui cura, porém o controle medicamentoso se mostra muito eficaz e seguro, proporcionando qualidade de vida para o paciente. O desenvolvimento se dá devido ao pâncreas, que por alguma razão, para de fabricar a insulina, hormônio necessário para fazer a glicose entrar na célula e, assim, fazê-la funcional. De forma simples, após metabolizada, a glicose é transformada em energia. Concomitantemente, como a glicose não entra na célula, ela fica “sobrando” no sangue (hiperglicemia), o que faz com que saia na urina (glicosúria), aumentando o volume urinário, refletindo em quadro de sede em excesso do paciente, lembrando também que esta insulina é detectada em exames laboratoriais de urina. Detectada também em exames de sangue, aonde se mede a glicose, tendo como valor normal deste açúcar em torno de 99 mg/dL em jejum.



Após esta situação fisiológica deturpada temos os sinais e sintomas mais evidentes de uma pessoa diabética, sendo estes: muita sede, vontade de urinar diversas vezes ao dia, fome exagerada acompanhada de fadiga e perda de peso, visão embaçada e feridas com dificuldade de cicatrização. Há dois tipos de diabetes, o tipo 1, aonde o paciente é dependente de insulina (não produz), acometendo mais crianças e adolescentes. E o tipo 2 é caracterizado pela não dependência de insulina, mas sim na deficiência de seu mecanismo de entrada nas células, e sua maior incidência se dá entre os adultos. 
Há alguns fatores de risco, situações patológicas que podem favorecer o aparecimento do diabetes no paciente, sendo estes principalmente: hipertensão, sedentarismo, excesso de peso e histórico familiar de diabetes.


Os alimentos que devem ser evitados pelo paciente diabético, são aqueles que contém excesso de açúcares, como: balas, chocolate, vinhos, cerveja, bolos, tortas, sorvetes, refrigerantes, mel e alimentos fritos principalmente.

Um comunicado da organização mundial de saúde OMS, revelou alguns dados de pesquisa acerca de doenças crônicas, sendo a diabetes incluída nesta categoria. Um em cada dez adultos tem diabetes, em pesquisa realizada com 194 países.  A prevalência chega a 10% da população mundial, segundo apontado pela OMS. No Brasil de acordo com dados do IBGE a população de brasileiros diabéticos chega a doze milhões de pessoas, ou 6% da população.
O controle da diabetes pode ser realizado por medicamentos e terapias não medicamentosas, como por exemplo a prática de exercícios e hábitos alimentares saudáveis, assim como a ingestão de chás que reduzam o nível de glicose no sangue.
A terapia medicamentosa para diabetes do tipo 1 consiste basicamente na aplicação de insulina diariamente, que pode ser injetada de 2 a 3 vezes por dia. Para o tipo 2 pode ser feito com a toma de medicamentos como a metformina, sulfonilureias, glibenclamidas, inibidores da alfa-glicosidase.

                   

O adequado acompanhamento médico é essencial para o controle da doença com exames periódicos, seguidos de bons hábitos dietéticos e de exercícios. A prevenção é tão importante quanto, principalmente se há histórico familiar. A terapia quando realizada conforme informações do médico e do farmacêutico são essenciais para a manutenção do bem estar e da saúde do diabético, sendo que é importantíssimo que quaisquer dos sintomas e sinais relacionados com o diabetes o médico deverá ser procurado.

Marcio Weiss
Coordenadoria do Científico
Gestão 2013/2014

                                                                                                                                             
                                                                                                                                             

domingo, 6 de outubro de 2013

Pneumonia

A pneumonia é a sexta causa mais comum de morte e a infecção hospitalar fatal mais comum, instalando-se em indivíduos muito jovens ou muito idosos. Além disso, é uma doença terminal de indivíduos portadores de doenças crônicas graves. Mas então, o que é a pneumonia?

Pneumonia é uma infecção que se instala nos pulmões, órgãos duplos localizados um de cada lado da caixa torácica, constituindo o sistema respiratório. Porém, pneumonia não é uma doença única, pois pode ser causada por diversos micro-oganismos diferentes, incluindo virus, bactérias, parasitas e fungos. Frequentemente, os seus agentes causadores são o Staphylococcus aureus, os Streptococcus pneumoniae (pneumococos), o Haemophilus influenzae ou uma combinação desses microrganismos, mostrando, assim, que a pneumonia bacteriana é a mais comum.

Normalmente, a doença se desenvolve quando, por algum motivo, há uma falha nos mecanismos de defesa do organismo. Podendo se desenvolver por três diferentes tipos de mecanismo:

  • ·         Um deles, bem frequente, ocorre quando a pessoa inala um micro-organismo, através da respiração, e este chega até um ou ambos pulmões, onde causa a doença.
  • ·         Outra maneira frequente é quando bactérias, que normalmente vivem na boca, se proliferam e acabam sendo aspiradas para um local do pulmão.
  • ·         A forma mais incomum de contrair a doença é através da circulação sanguínea. Uma infecção por um micro-organismo em algum local do corpo se alastra e, através do sangue que circula, chega aos pulmões, onde causa a infecção.

Sintomas e o diagnóstico


Os sintomas comuns da pneumonia são a tosse produtiva, a dor torácica, os calafrios, a febre e a dificuldade respiratória. Entretanto, esses sintomas podem variar de acordo com a extensão da doença e com o micro-organismo causador.


Quando um indivíduo parece apresentar pneumonia, o médico realiza a ausculta pulmonar com o auxílio de um estetoscópio para avaliar o seu estado. Na maioria dos casos, o diagnóstico da pneumonia é confirmado por uma radiografia torácica, que também auxilia na determinação do micro-organismo causador da doença.

Também são examinadas amostras de escarro e de sangue com o objetivo de se identificar o micro-organismo responsável. 

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Tratamento


Os exercícios de respiração profunda e a terapia para eliminar secreções são úteis na prevenção da pneumonia em indivíduos de alto risco, como os debilitados ou submetidos a uma cirurgia torácica. Por outro lado, o individuo com pneumonia bacteriana deverá ser tratado com antibióticos. Cada caso é avaliado individualmente e se definirá, além do tipo de antibiótico, se há ou não necessidade de internação. E, no caso de pneumonia por parasitas ou fungos, antimicrobianos específicos são utilizados.

Devido à existência de muitas formas de adquirir a pneumonia, cabe citar duas formas comuns mais existentes nos dias de hoje.



O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é a causa bacteriana mais comum de pneumonia. O indivíduo infectado com um dos oitenta tipos conhecidos de pneumococos adquire uma imunidade parcial contra a reinfecção desse tipo, mas não se torna imune aos demais tipos.

Geralmente, a pneumonia pneumocócica inicia após uma infecção viral do trato respiratório superior (resfriado, faringite ou gripe) ter lesado suficientemente os pulmões, a ponto de permitir que pneumococos infectem a área.

A pneumonia pneumocócica pode ser tratada com qualquer um dos diversos antibióticos existentes, inclusive a penicilina, porém os indivíduos alérgicos à penicilina são medicados com eritromicina ou outro antibiótico. Além disso, os pneumococos resistentes à penicilina podem ser combatidos com outras drogas, mas, infelizmente, estes também estão se tornando mais resistentes às demais drogas.

Pneumonia Viral


Muitos vírus podem infectar os pulmões, causando a pneumonia viral.
Em lactentes e crianças, o vírus sincicial respiratório, o adenovírus, o vírus da parainfluenza e o vírus da influenza são as causas mais comuns.  Além do vírus do sarampo que também pode ser a causa. Nos adultos sadios, dois tipos de vírus da influenza, denominados tipos A e B, causam pneumonia. Nos indivíduos idosos pode ser causada pelos vírus da influenza, da parainfluenza ou sincicial respiratório. Os indivíduos imunodeficientes de qualquer idade podem apresentar uma pneumonia grave causada pelo citomegalovírus ou pelo vírus da herpes simples.

Quase todas as pneumonias virais não são tratadas com medicamentos. Entretanto, determinadas pneumonias virais graves podem ser tratadas com drogas antivirais.
A melhor forma de se prevenir é com a vacinação anual contra a gripe recomendada para os indivíduos que trabalham em ambientes hospitalares, para os idosos e para aqueles que apresentam doenças crônicas, como o enfisema, uma doença cardíaca ou renal.


Ana Carolina Loiola
Coordenadoria do Científico
Gestão 2013/2014